quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Perfect


— Cass, I'm sorry you've tried to kill yourself because of me.

— Oh... That's o.k, Sid.

— I realized something. I've been idiot.

— Yes.

— And I was hoping that maybe you give me another chance.

— Oh...Wow Sid! Cool! You're so lovely...

— Great.

— If I wasn't hanging up with Simon, that would be amazing.

— Simon?

It's me.

— We've got so much in common.

Depression, self-destruction...

— He knows that we won't got a physical thing 'cause I don't do this anymore.

I'm still hoping you change your mind.

I won't. You see? It's also exciting! He wants me.

I do.

And he can never have me.

I'm hopeful.

It's pefect, isn't it?



Skins, Primeira Temporada, Episódio 7

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Credibilidade Online


Pesquisadores Sul-Coreanos afirmam que homossexualidade pode se manifestar ainda na infância

Estudos recentes revelam que traços de comportamento podem indicar sexualidade.
As brincadeiras da criança podem ter significado além do esperado.


- Certamente os pesquisadores acessam o youtube.

Caixa de Feridas Indignas


Mais um dia
a agonia
de uma alegria
persegue quem não a quer
acorda doentes
cura dementes
outrora
separa
quem se quer
charmosos casais
de um mesmo lar
que causa conflito
que causa barulho
no bater de um tambor
ou no voar de um mosquito.
Já decides o futuro ler
o que hei de fazer
é parar de lutar do imprevisto
acreditar no que pensei
me esconder no perdido
nos livros que havia lido
que agora não sei.
Não esperarei mais nada
pois essa caixa maligna
que se chama vida
não cura minha ferida
dessa dor indigna.
Deixarei apenas
dores serenas
ou alegrias que dispenso
pra ver no amanhã
nos sorrisos que não se acham
nem se procuram
um mundo de quem
sem esforço ou pena
por pura vontade
só me quer bem.



artur schütte

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

1302

Da janela do décimo terceiro andar de um tradicional edifício do centro da cidade, um brado agonizante quebrava o sepulcral silêncio da madrugada:

— Volta! Para aonde você foi? Volta!

Assim gritava um sempre discreto e introvertido senhor morador do prédio.

— Quem deixou você sumir de mim?! Quem? Vamos, me respondam!

Uma a uma as luzes dos apartamentos vizinhos se ascendiam, cabeças iam surgindo nas janelas, enquanto o choro dos bebês certamente acordados pelo senhor do décimo terceiro andar, em harmonia dissonante com o latido dos cães davam um tom oficialmente trágico a madrugada.

— Volta! Você era tão jovem, tão cheio de vida! Não é possível que tenha ido tão longe! Parece que ontem mesmo ainda estava aqui!

Aos poucos uma pequena multidão se formava frente ao edifício, o porteiro, um garagista, três mendigos e agora dois policiais que chegavam em uma viatura de luzes ligadas pintando a madrugada de vermelho.

— Você era sempre tão cercado de amigos! Tão alegre! Mas agora aonde estão seus amigos, aonde está você?!

Se juntavam a pequena multidão alguns moradores ainda em trajes de dormir, e alguns outros moradores e porteiros de prédios vizinhos. A união da fala de todos formava um uníssono incompreensível de perguntas e comentários, até que uma voz firme e em tom autoritário sobrepõe o burburinho da multidão:

— Alguém aqui sabe quem é esse senhor? Seu nome? Indagou um dos policiais.

— O nome eu não sei não senhor, mas ele é morador do 1302. Respondeu o porteiro.

Enquanto ensaiava uma outra pergunta o policial é interrompido por mais gritos:

— Volta José Alberto! Volta! Você era tão apaixonado pela vida, tão cheio de esperança, de sonhos! Me arrependo tanto de ter tentado esconder você verdadeiramente de todos!

E o tempo passava, a está altura a multidão nem poderia mais ser chamada de pequena, populares e transeuntes já somavam dezenas, outras viaturas já cercavam o local.

O senhor agora não mais gritava de dentro de seu apartamento, estava em pé no parapeito da sacada, a tragédia anunciada ganhava agora tom fatal, a ansiedade da multidão e os empenhos na busca de se descobrir quem era José Alberto já davam lugar ao desespero e resignação total.

— Ah meu Deus! Como pude te perder assim?!

Através das informações já colhidas com vizinhos sabia-se que o senhor nunca fora casado, tampouco tinha filhos e sem amigos de conhecimento público, o nome José Alberto permanecia uma incógnita ainda distante de ser desvendada, e cada segundo que passava parecia ser mais tarde demais.

O senhor lentamente se inclinava enquanto olhava para baixo e gritava por José Alberto que parecia longe de aparecer, a multidão já se afastará da calçada temendo o pior, que logo aconteceu.

Os cabelos grisalhos do senhor em uma fração de segundos perderam-se do parapeito e ganharam o chão da calçada, não havia mais volta e José Alberto seja lá quem fosse não havia voltado, até que da portaria do edifício com uma conta telefônica na mão sai ofegante o porteiro dizendo:

— É ele, ele é José Alberto, o senhor do décimo terceiro é José Alberto, está aqui na conta do 1302!

Ao olhar o corpo estendido na calçada percebe que já era tarde, e assim como os policiais, moradores, mendigos e toda a multidão silenciosamente incrédula, sai à procura de si mesmo e de seus sonhos, antes que de tão distante como para o senhor do 1302 fosse tarde demais para voltar.

pedro dalosto

Dois em um


- Sorte, um dia de sorte.

Novidades



- Cama, churrasquinho e agora batida, aguardem mais novidades da linha de produtos 'de gato' ..

domingo, 10 de janeiro de 2010

DOS PERFUMES


Estamos em bolhas diferentes, meu bem
Mas ainda consigo sentir seu perfume daqui...
Por quanto penarei teu afago ausente?
Só espero que nossas bolhas estejam coladas
Pra um dia
(Quem sabe!)
Matar todas as saudades que doem em mim
E fazem-me lembrar da saudade infinita e pesada
Que eu tenho de ti.



artur schütte